quinta-feira, 26 de abril de 2012

Instagram e a indústria milionária da informática


As notícias sobre o Instagram nos últimos dias rederam inúmeros comentários e reflexões. O mercado tecnológico tem movimentado cifras milionárias, mas nada, até hoje, tinha chamado tanto a atenção do mundo como a compra do Instagram pelo Facebook. A negociação foi efetuada no dia 9 de abril, por Mark Zuckerberg, criador e dono da empresa, pelo nada módico valor de US$ 1 bilhão, o equivalente a quase dois bilhões de reais. A compra foi motivada pela possível ameaça que o aplicativo poderia representar ao futuro da rede social de Zuckerberg. A negociação favoreceu até ao brasileiro Mike Krieger, um dos fundadores do aplicativo, que era detentor de 10% da empresa.

Instagram é um aplicativo desenvolvido para aparelhos móveis de compartilhamento e tratamento de fotos, que posteriormente poderiam ser compartilhadas pelas redes sociais. O serviço, que é gratuito, conta com mais de 30 milhões de usuários em todo o mundo. Zuckerberg afirmou que o aplicativo continuará funcionando de modo independente, como já vinha acontecendo, e que isso era um modo de preservar os fãs do recurso que já se identificaram com a marca.

Tais cifras são apenas sinais do quanto a sociedade mudou nas últimas décadas, o mundo vive uma nova fase cultural, onde o bem estar se tornou a grande mote. O que mais chama a atenção é que ambas as empresas, apesar de facilitarem a comunicação de um modo geral, têm como objetivo o entretenimento. São bilhões em investimentos que não visam avanços na área da saúde, da tecnologia agrícola ou da preservação do meio ambiente, demonstrando o quanto a diversão e o prazer podem render financeiramente. É bastante contraditório que, enquanto de um lado do mundo pessoas gastam milhões para se divertir em outras partes, e talvez não tão distantes, muitos sobrevivem com migalhas que mau sustêm as necessidades básicas.

Jean Patrik Soares

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