As notícias sobre o
Instagram nos últimos dias rederam inúmeros comentários e reflexões. O mercado
tecnológico tem movimentado cifras milionárias, mas nada, até hoje, tinha
chamado tanto a atenção do mundo como a compra do Instagram pelo Facebook. A
negociação foi efetuada no dia 9 de abril, por Mark Zuckerberg, criador e dono
da empresa, pelo nada módico valor de US$ 1 bilhão, o equivalente a quase dois
bilhões de reais. A compra foi motivada pela possível ameaça que o aplicativo
poderia representar ao futuro da rede social de Zuckerberg. A negociação
favoreceu até ao brasileiro Mike Krieger, um dos fundadores do aplicativo, que
era detentor de 10% da empresa.
Instagram é um aplicativo
desenvolvido para aparelhos móveis de compartilhamento e tratamento de fotos,
que posteriormente poderiam ser compartilhadas pelas redes sociais. O serviço,
que é gratuito, conta com mais de 30 milhões de usuários em todo o mundo. Zuckerberg
afirmou que o aplicativo continuará funcionando de modo independente, como já
vinha acontecendo, e que isso era um modo de preservar os fãs do recurso que já
se identificaram com a marca.
Tais cifras são apenas sinais do quanto a sociedade
mudou nas últimas décadas, o mundo vive uma nova fase cultural, onde o bem
estar se tornou a grande mote. O que mais chama a atenção é que ambas as
empresas, apesar de facilitarem a comunicação de um modo geral, têm como
objetivo o entretenimento. São bilhões em investimentos que não visam avanços
na área da saúde, da tecnologia agrícola ou da preservação do meio ambiente,
demonstrando o quanto a diversão e o prazer podem render financeiramente. É
bastante contraditório que, enquanto de um lado do mundo pessoas gastam milhões
para se divertir em outras partes, e talvez não tão distantes, muitos sobrevivem
com migalhas que mau sustêm as necessidades básicas.
Jean Patrik Soares

Nenhum comentário:
Postar um comentário